22 -July -2018
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Somos «lixo». E agora?

Foi um escândalo quando uma das três agências de “rating” norte-americanas, a Moddy's, cortou em quatro níveis a notação de Portugal, descendo de “Baa1” para “Ba2” e desceu também a dívida de curto prazo de Portugal para “Not prime”, o nível equivalente a “lixo” na dívida de longo prazo, Esta avaliação, fortemente penalizadora, mantém-se com perspetivas negativas, o que quer dizer que podem seguir-se, em breve, novas atualizações em baixa (“downgrades”) à nota do País.

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A força da Verdade e a força da Esperança

Pela primeira vez, na história da democracia portuguesa, um Governo saído de eleições não vai poder usufruir do «estado de graça», que normalmente é concedido para se instalar, ambientar e começar a trabalhar. A urgência exigida para a implementação das medidas, que o Memorando assinado com o FMI, o BCE e a UE, que - recorde-se – foi, ainda que de um modo indireto, aceite por 78% dos eleitores (PSD, PS e CDS/PP), não se compadece com a lentidão tradicional da governação, semelhante à lassidão do paquiderme.

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Políticas excecionais exigem políticos excecionais!

Neste momento, em que os portugueses são chamados mais uma vez a votar, a primeira reflexão que tem de ser feita é à volta do que o governo fez, do que deixou de fazer e do que terá de ser feito nos próximos tempos. É para isso que servem as eleições; para julgar a governação com liberdade, inteligência e sem qualquer sofisma. Sempre na convicção de que o voto não tem dono.

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E agora, Pedro e Paulo?

As eleições legislativas do passado dia 5 de junho, que ditaram uma derrota expressiva de José Sócrates (que grande “artistão” a fazer sementeira para as próximas eleições presidenciais) e de Francisco Louçã e uma vitória significativa de Pedro Passos Coelho e Paulo Portas, poderão ter aberto um novo ciclo na vida política portuguesa, um ciclo de transparência, rigor e esperança. A exemplo do que tem ocorrido na Europa.

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Mais do mesmo? Não, obrigado!

Sempre que há eleições, os candidatos que pretendem o nosso voto, dizem sempre a mesma frase, que também já se começou a ouvir nesta campanha eleitoral: «estas eleições são as mais importantes de sempre». É verdade que estas eleições, são as mais importantes de sempre, não só pela situação em que o País se encontra, mas também pelo futuro de Portugal.

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