23 -May -2019
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António Costa e a narrativa dramática

O monarca do reino socialista decidiu colocar em prática todos os seus conhecimentos da arte de bem cavalgar e cavalgou destemidamente sobre todas as ondas parlamentares, que se desfizeram na praia da hipocrisia e da mentira. António Costa conseguiu sair da narrativa socrática, que utilizou nestes quatro anos de governação, para implementar a narrativa dramática, ao seu melhor estilo artístico e matreiro.

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Ética é moral em ação

Para o ser humano é importante a convivência em sociedade para alcançar os seus objetivos pessoais. Para a sociedade é imprescindível a presença da Ética, sem a qual se torna difícil a sua própria sobrevivência. A Ética é uma característica inerente a toda a ação humana e tem como objeto o comportamento humano em sociedade, mas também a convivência pacífica entre as sociedades.

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Os populismos estão na moda

O populismo não é um fenómeno moderno, pois surgiu com especial dinamismo nos Estados Unidos da América no final do século XIX, embora seja no século XXI que tem tido as condições férteis para poder medrar e despontar com mais força e apoio popular. Este fenómeno político que está a alastrar com relativa facilidade por todo o mundo utiliza um discurso ideologicamente de confronto e tenta distinguir o povo que é bom, da elite que é corrupta.

Mais que uma ideologia, o populismo é uma estratégia que utiliza um discurso com mensagens políticas diretas, impregnadas de ódio às instituições existentes e ao poder político instalado. A sua retórica é simples e facilmente entendível pelo cidadão comum, com afirmações categóricas que lutam e lutarão pelos superiores interesses do povo contra a elite privilegiada, pela redistribuição da riqueza.

O populismo tem proliferado em países cuja governação é facilmente criticável, onde os partidos políticos de estruturas obsoletas que se instalam na cadeira do poder não conseguem responder cabalmente aos desafios atuais da sociedade. Muitos dirigentes dos partidos políticos tradicionais, quando instalados no poder, rapidamente se esquecem de quem os elegeu e das promessas eleitorais que fizerem, o que origina perderem a credibilidade junto dos seus eleitores e abrirem as portas ao populismo que promete novos caminhos, para o regresso a um passado que não pode voltar.

Existe populismo de esquerda e de direita e o populismo pode aparecer ao cidadão com uma linguagem mais conservadora defendendo valores morais tradicionais, como pode surgir com uma “roupagem” de esquerda apelando a atos de insubordinação e de rotura revolucionária. O populismo pode surgir em regimes democráticos como em regimes autoritários, mas tem mais portas abertas e cresce mais rapidamente nas democracias eleitorais.

Os populismos contêm um paradoxo na sua essência, pois são simultaneamente entusiastas dos regimes democráticos e inimigos da democracia: o populismo é democrático quando defende a regra da maioria, mas é contra a democracia quando rejeita os travões que o estado de direito democrático impõe, através de instituições independentes que garantem os direitos fundamentais, como a liberdade de expressão e outros. Para o populismo é inaceitável que a vontade do povo seja limitada.

Para a evolução das sociedades é importante que os cidadãos tenham ideias diferentes, mas mais importante é terem a possibilidade de expressar os seus pensamentos e discutir as suas opiniões, sem serem objeto de escárnio e inveja ou receberem ameaças e retaliações. Provavelmente, o populismo que tem vindo a alastrar um pouco por todo o mundo é a principal ameaça às democracias.

Crónica escrita em 27/04/2019, para ser publicado na “BIRD Magazine”, tendo em atenção as regras do novo acordo ortográfico.

Nepotismo socialista chegou aos cemitérios

O imperador da “geringonça”, o monarca deste reino socialista, o atual primeiro ministro português António Costa parece que já preencheu todas as vagas possíveis em instituições públicas tradicionais. Depois de ter tido a desfaçatez de nomear largas dezenas de familiares em funções públicas, incluindo pai, filha, marido e mulher no seu governo, agora alargou a promiscuidade das nomeações para os cemitérios.

O nepotismo socialista atingiu a assombração dos cemitérios! É surreal, e só possível nesta monarquia socialista, o que aconteceu muito recentemente, nas vésperas do 25 de abril, quando a Câmara Municipal de Lisboa (presidida por um socialista) quis celebrar um protocolo com a Associação dos Amigos dos Cemitérios, fundada em 2017 e impregnada de socialistas.

É óbvio que os camaradas de Costa, quando estão instalados e bem sentados na cadeira do poder tentam imitar o seu chefe nas nomeações, principalmente quando têm o poder de nomear alguém. Essa escolha recai sempre na família socialista! É assim no governo central, mas também é assim nas diversas instituições públicas espalhadas pelo país, como por exemplo as autarquias locais.  

Os apaniguados de Costa instalados na cadeira do poder camarário lisboeta apresentaram na assembleia municipal uma proposta para ser celebrado um protocolo, em que a câmara se propunha atribuir à Associação dos Amigos dos Cemitérios poderes para dinamizar iniciativas nos cemitérios da capital, como por exemplo: exposições, concertos, roteiros e outras. Mas também gerir o Centro Interpretativo do Cemitério dos Prazeres, homenagear personalidades sepultadas na cidade, desenvolver arquivos ou celebrar parcerias com diversas entidades.

Para além destas atribuições, a câmara ainda cedia um seu espaço no cemitério de Carnide para sede da referida associação, além de apoiar a divulgação das suas atividades. Embora não passasse de uma proposta de protocolo, o certo é que a Câmara Municipal de Lisboa já tinha atribuído um subsidio de dez mil euros, mesmo sem o protocolo ter sido aprovado.

A Associação dos Amigos dos Cemitérios tem nos seus órgãos diretivos, entre outros: Jorge Ferreira (fotógrafo de campanhas do PS e de eventos da Junta de Freguesia do Lumiar); Pedro Almeida (funcionário do PS no Parlamento); Inês César (sobrinha de Carlos César, presidente do PS), a sua mãe, Patrocínia Vale César (cunhada de Carlos César e deputada municipal do PS), e o seu pai, Horácio Vale César (irmão de Carlos César e ex-assessor de João Soares quando ele foi ministro da Cultura); João Soares (filho de Mário Soares, fundador do PS); Diogo Leão (deputado do PS); Filipa Brigola (assessora do grupo parlamentar do PS).

Facilmente se constata que as matreirices de Costa se espalham pelas diversas instituições dominadas pelos socialistas e espalhadas pelo país. É assim a monarquia socialista, a estender os seus tentáculos, com o intuito de dominar todas as instituições públicas. Sempre assim foi e sempre assim será!

Crónica escrita em 27/04/2019, para ser publicado no jornal “O Notícias da Trofa”, tendo em atenção as regras do novo acordo ortográfico.

O passado que não tem futuro

A nossa mente está sempre em funcionamento a produzir e a emitir pensamentos voláteis, que estão em constante mutação e estão na base da maioria das nossas emoções negativas que condicionam o nosso viver, se passarmos o tempo numa atitude avaliativa que nos afasta da realidade e do que é verdadeiramente importante. Apenas o momento presente é real, enquanto o passado já não existe, não podemos regressar a ele, e o futuro é totalmente desconhecido, ainda não existe. 

A vida é feita de oportunidades, decisões e momentos que passam por nós a uma velocidade incrível. O tempo é tão inflexível, que nos pode roubar as oportunidades se não estivermos disponíveis mentalmente e se não formos suficientemente rápidos para agarrá-las de imediato, pois nunca sabemos se as oportunidades duram um segundo ou um ano, por isso precisamos de agarrá-las, antes que seja tarde demais.

São tantas as vezes que vivemos em sofrimento atroz, angustiados e sem poder segurar as lágrimas, só porque alimentamos no presente uma dor do passado; alimentamos culpas de situações do passado que já nada podemos fazer para alterar o que se passou. Precisamos de deixar (sem criticas autodestrutivas, sem choros, sem lamentações) o ontem no ontem; deixar o passado no lugar dele que é no passado; deixar para trás o que não nos faz falta e nos focalizarmos no presente, para que a nossa vontade de ser feliz seja alimentada e possa ser maior que o medo de sofrer de novo.

A vida está cheia de surpresas agradáveis e tem tantos momentos imperdíveis e tantas coisas maravilhosas para nos oferecer, para além de existirem muitas pessoas a quererem fazer parte do nosso presente, por isso não devemos deixar que as coisas que nos sufocam, que as coisas más do nosso passado atrapalhem a nossa felicidade. Não deixemos que o passado que não tem futuro atrapalhe o presente e retire o prazer e a alegria de viver em paz e saborear o momento que passa.

Em cada curva da vida há um desafio novo que não se repete, por isso precisamos de estar bem atentos e de mente aberta, para que possamos agarrar com sabedoria e serenidade o momento que passa e vivenciar até à exaustão, com alguma fantasia e muita imaginação, esse instante que passa a voar. É importante para a nossa harmonia e saúde aprender a prestar atenção a cada momento que a vida nos oferece, para que possa ser vivido na plenitude.

Se deixarmos os pensamentos seguirem o seu caminho, sem qualquer tipo de julgamento ou avaliação e se ficarmos focados e dermos toda a atenção ao momento presente e valorizarmos as coisas boas que com que a vida nos presenteia, quase sem nos apercebermos os pensamentos negativos acabarão por desaparecer. É assim que podemos viver mais felizes. 

Nós nascemos para ser feliz e não nos podemos esquecer que o valor maior da nossa existência é a felicidade, embora a felicidade permanente seja uma falácia, não existe. A felicidade é um conjunto de momentos felizes. Quantos mais momentos felizes tivermos mais felizes seremos, por isso é que é preciso aprender a viver o momento presente deixando fluir o que não se pode mudar. A felicidade é um caminho que escolhemos seguir e as pessoas que escolhemos para nos acompanhar.

As pessoas mais felizes recordam o seu passado com gratidão; alegram-se com o seu presente e olham para o futuro sem qualquer ansiedade ou medo. O futuro é construído a cada instante da vida, com as nossas escolhas e decisões do momento.

Crónica escrita em 13/04/2019, para ser publicado na “BIRD Magazine”, tendo em atenção as regras do novo acordo ortográfico.