27 -February -2020
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Gretas climáticas

As alterações climáticas estão na agenda do dia e constituem um dos maiores desafios do mundo atual, pois as ameaças que estão a ser exercidas ao planeta Terra e aos seus habitantes são preocupantes e terão um forte impacto nos nossos vindouros. Só que o folclore criado à volta das alterações climáticas apenas serve para ficar tudo como está e para alimentar agendas políticas ocultas de quem adora poluir as mentes alheias com lixo tóxico.

Não é consensual no mundo cientifico, mas a maioria dos cientistas desta área concorda que as alterações climáticas são resultado de intervenções humanas sobre o meio natural, com repercussões no clima e que se refletem a uma escala global. Infelizmente tem sido introduzido no debate muita mentira perversa, muita propaganda intoxicante, muita desinformação grave e muitos aproveitamentos políticos e até comerciais, que tem afastado muitas pessoas da causa da emergência climática e ambiental.

Os fundamentalistas chegam a manipular fotos de um urso polar faminto e moribundo e de cães a andar sobre a água de um rio em degelo, para criar um alarmismo sobre as alterações climáticas, mas mais grave é quando cientistas são descobertos a combinarem como falsificar dados estatísticos, com o objetivo de alimentar agendas políticas ocultas. Também não é dado o devido relevo, a uma carta que 500 cientistas dirigiram à ONU, a explicar que há biliões de anos sempre existiram alterações climáticas.

É óbvio que por trás de muitas afirmações catastrofistas sobre as alterações climáticas estão grandes interesses pessoais, associativos, financeiros e políticos, que de mão dada com a comunicação social pretendem criar um clima de pânico coletivo, para melhor venderem as suas ideias e os seus produtos. É neste ambiente catastrofista, de medo coletivo, que pagamos naturalmente mais taxas e impostos, com a justificação de virmos a ter um planeta verde.

Os problemas que gravitam à volta das alterações climáticas são preocupantes, não só porque estamos a falar da nossa casa, do planeta onde vivemos, mas porque é um dever salvaguardar o futuro, que não se apresenta nada risonho. Ainda é possível agir e ter confiança no desenvolvimento e investigação focalizados no nosso bem-estar, só que os tempos atuais exigem respostas sérias e concertadas e uma luta contra as alterações climáticas, num quadro de desenvolvimento sustentável em benefício de todos. 

Gretas climáticas com mensagens messiânicas e impregnadas de raiva têm surgido para engordar e colorir o folclore que tem sido a discussão das alterações climáticas, mas também porque todas as lutas precisam de um símbolo e o ambiente encontrou no “gretismo” o seu símbolo. É uma moda passageira que vai desaparecer com o tempo, como tantas outras que surgiram e desapareceram nas asas do vento!

Crónica escrita em 07/12/2019, para ser publicado na “BIRD Magazine”, tendo em atenção as regras do novo acordo ortográfico.