22 -September -2019
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Homem branco, cisgénero e heterossexual. Assumidamente!

Nestes tempos tão conturbados para a humanidade, em que o desrespeito pelos direitos fundamentais das pessoas são uma constante colocando em perigo os mais elementares princípios e a salvaguarda da dignidade humana é urgente que se abram as portas ao pensamento livre. Por isso vou entrar na agenda política dos intelectuais de pacotilha que implementaram a agenda da ideologia do género e conseguiram substituir a palavra sexo por género, mas também querem ser os donos da verdade e até inventaram o politicamente correto.

Na atualidade falta muita humanidade e talvez seja por isso que facilmente se produzem monstros e mostrengos, amantes do escárnio e da inveja, que tentam criar barreiras à criação de um regime da democracia das ideias. Já são muitos os casos em que o pensamento livre é objeto de ameaças e retaliação, pelos falsos e perversos salvíficos, que apenas se limitam a salvar e a massajar o seu ego, para continuarem a tentar doutrinar e a ditar leis.

Sem qualquer intuito autofágico nem qualquer intento doutrinário ou sexista, enquanto por cá viver quero ser aquilo que eu quiser ser e caminhar nos caminhos que eu quiser caminhar, por isso vou refletir sem seguir a via indicada pelos pategos pseudointelectuais que abundam por aí e vou escrever sem qualquer propósito homofóbico nem querer dar ensejo a qualquer tipo de manifestação ou marcha de orgulho. Apenas pretendendo exaltar a multiplicidade, a diversidade e a riqueza da vida humana. 

Biologicamente não há nenhuma raça humana e não há raças negras, vermelhas, brancas ou amarelas, muito menos raças superiores ou inferiores, o que há é seres humanos, homens ou mulheres. Mas a diversidade de termos dentro da temática da sexualidade é imensa e muitos deles de difícil entendimento para o cidadão comum, que origina um “deixa para lá”, antes que fique com um “nó cego” cerebral.

Na identidade de género, as pessoas podem ser cis (quem se reconhece no mesmo género biológico) ou trans (quem possui uma identidade de género diferente da que lhe foi atribuída por razões biológicas). Também existe o não-binário, que se refere às pessoas que não se sentem como pertencentes a um género exclusivamente (podem não se reconhecer com a identidade de género de homem ou mulher - ausência de género - ou podem ser caracterizados como uma mistura entre os dois).

São muitas as características da identidade sexual e, obviamente, a característica mais comum é a heterossexualidade (atração sexual entre pessoas de sexos opostos), mas também existe a pansexualidade (as pessoas que apreciam todos os tipos de géneros sexuais), a bissexualidade (atração sexual por pessoas dos dois sexos), a assexualidade (pessoas que não sentem atração sexual) e a homossexualidade (atração sexual entre indivíduos do mesmo sexo). Esta última, a homossexualidade, tem sido muito badalada e discutida nos meios de comunicação social e tem sido gradualmente desclassificada como doença e descriminalizada na maioria dos países ocidentais.

Nesta sociedade ocidental, fundada na ética judaico-cristã, na filosofia grega, no direito romano e perante esta panóplia moderna de identidades e características sexuais afirmo, com o maior respeito pela individualidade de cada um, sem qualquer tipo de preconceito nem qualquer complexo de inferioridade ou superioridade, que sou um homem branco, cisgénero e heterossexual. Assumidamente!

Crónica escrita em 17/08/2019, para ser publicado na “BIRD Magazine”, tendo em atenção as regras do novo acordo ortográfico.