24 -January -2019
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A empatia é uma fusão emotiva

As atividades sociais da atualidade exigem cada vez mais um profundo conhecimento geral do mundo, mas também uma sensibilidade especial para o compreender. No mundo complexo em que vivemos e nesta época da sociedade cognitiva, para vivermos com mais qualidade e sentido é importante aprender a aprender, as novas teorias da inteligência emocional, que nos indicam caminhos para aprender a sentir aquilo nos rodeia. 

Inteligência emocional é o conjunto de certas habilidades destinadas a reconhecer os sentimentos próprios e alheios de modo a que sirvam para elaborar o pensamento e a ação. O grau de inteligência emocional de um indivíduo não é fixo nem inato, mas pode aumentar-se aprendendo técnicas que desenvolvam essa potencialidade tão importante nos tempos atuais.

Entre os fatores interpessoais da inteligência emocional está a empatia, o reconhecimento emocional nos outros. A habilidade interpessoal é a de entender o outro, as suas motivações, a sua relação com a sociedade e a melhor forma de interação que possa existir com esse individuo.

A empatia é a habilidade de comunicação interpessoal de forma espontânea e não verbal, e de harmonizar-se com as pessoas, mas também perceber, compreender e interessar-se pelas emoções alheias. É a capacidade de, ao identificar e compreender os desejos e sentimentos dos indivíduos, reagir adequadamente de forma a canalizá-los para o interesse comum.  

A empatia é diferente da simpatia, porque a simpatia é maioritariamente uma resposta intelectual e a empatia é uma fusão emotiva. Enquanto a simpatia indica uma vontade de estar na presença de outra pessoa e de agradá-la, a empatia faz nascer uma vontade de compreender e conhecer a outra pessoa.

A empatia aumenta a capacidade de tolerância e respeito pelas dificuldades alheias, amplia a nossa compreensão em relação ao universo e permite que a pessoa se dê bem com pessoas de várias origens e culturas, pois é um talento especial para intuir as emoções dos outros e funciona como um radar interno, capaz de captar o que os outros pensam e sentem. Esta habilidade pressupõe a interpretação de sinais e de reações subtis, que nos permitem perceber de forma mais integral o que se joga na outra pessoa, tanto no plano do pensamento como no plano das ações.  

A empatia é saber colocar-se no lugar do outro e reconhecer ou compreender o estado de espírito ou a emoção do outro, como se fosse a outra pessoa. As pessoas empáticas são capazes de se sintonizar com um vasto leque de sinais emocionais, o que lhes permite captar as emoções sentidas, mas não expressas, das pessoas e dos grupos, pois escutam atentamente e percebem a perspetiva das outras pessoas. 

A empatia é uma competência que pode ser cultivada ao longo de nossas vidas. Ela pode ser utilizada como uma força de transformação social, pois ajuda a vivermos com menos conflitos, sem projetarmos no outro a responsabilidade das coisas menos boas que nos acontecem. 

Crónica escrita em 23/11/2018, para ser publicado na “BIRD Magazine”, tendo em atenção as regras do novo acordo ortográfico.