19 -September -2018
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A felicidade dos portugueses está cinzenta

Desde o século XVIII que a ideia da felicidade começou a ter lugar de destaque no pensamento político. A procura da felicidade passou a ser considerado um “direito do homem”, como está consignado na Constituição dos Estados Unidos da América, que data de 1787 e foi redigida sob a influência do Iluminismo, também conhecido pelo século das Luzes, que foi um movimento cultural europeu desse período importante da história da humanidade.

São cada vez mais os países cujos governantes têm na sua mente, uma preocupação constante em aumentarem o nível de felicidade das pessoas, que lhes emprestaram o voto nos atos eleitorais. A maioria das pessoas elege um político, uma força política, para que ele “alimente” a sua felicidade, para que aumente os seus níveis de satisfação, os seus níveis de felicidade.

Cada vez mais os líderes políticos e empresariais de muitos países estão preocupados em conhecer melhor as pessoas que lideram, em conhecerem as expetativas e o grau de felicidade dos cidadãos para quem governam. Para esse efeito é colocado anualmente à disposição um estudo que analisa os níveis de felicidade da população dos países. 

O “Relatório Mundial de Felicidade” (World Happiness Report 2018) analisa o nível de felicidade da população de mais de uma centena de nações (117) e da população originária de mais de centena e meia de países (156) fazendo a comparação com os anos anteriores e apresentando a sua perceção acerca da saúde, apoio social, riqueza, corrupção, liberdade e generosidade. É assim que os líderes políticos e empresariais, e também os próprios cidadãos ficam a conhecer os níveis de felicidade.

Este relatório apresentou a Finlândia, a Noruega, a Dinamarca e a Islândia como os países mais felizes do mundo, tanto para os seus cidadãos como para os imigrantes que neles vivem. No lugar oposto e sem grandes surpresas, os países com o mais baixo nível de felicidade são o Burundi, a República Centro-Africana, o Sudão do Sul, a Tanzânia e o Iémen. 

A felicidade dos portugueses está cinzenta, pois Portugal ocupa o 77.º lugar, entre os 156 países que são objeto deste estudo. De acordo com a análise, o PIB per capita e o apoio social são os indicadores que mais contribuem para este resultado do nosso país, seguindo-se a esperança de vida e a liberdade para tomar decisões.

Esta ferramenta colocada aos serviços de todos permite que os líderes constatem se o nível de felicidade dos cidadãos desceu, estagnou ou subiu, e assim alterarem ou afinarem as suas políticas de governação, tendo sempre em atenção que estão no poder com a finalidade primeira de trabalharem em prol do bem-estar e da felicidade dos cidadãos. Foi para isso que foram eleitos pelos cidadãos!

Crónica escrita em 28/04/2018, para ser publicado no “BIRD Magazine”, tendo em atenção as regras do novo acordo ortográfico.