19 -September -2018
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A desilusão potencia a esperança

Quando colocamos uma expetativa sobre algo ou alguém e a realidade vem mostrar uma coisa bem diferente daquilo que desejávamos estão criadas as condições para a desilusão se alojar dentro de nós e alimentar uma tristeza imensa e um stress emocional intenso. A desilusão para além de ser uma das piores dores é um sentimento castrador, pois tem a capacidade de se apoderar da mente para alimentar o desgosto, e até a raiva, mas também para tentar destruir a esperança.

As certezas abstratas são muitas vezes causadoras de desilusões: os desencantamentos (resultantes de experiências negativas profundas); as ilusões (inesperadamente desfeitas); o rompimento (abrupto e sem explicações de um relacionamento que parecia estar bem); as deceções (provocadas por expetativas que se vieram a verificar infundadas); as perdas e desenganos. Enfim, são muitas as causas que originam desilusões, mas sempre provocadas por comportamentos que não corresponderam aos anseios ou expetativas, embora nem sempre haja uma perceção consciente quando se criam falsas expetativas. 

Diante de um episódio que origina deceção é muito natural o aparecimento de interrogações, de muitas perguntas sem resposta e muitos sentimentos desencontrados. Também é certo que a desilusão é um sentimento de extrema tristeza, que pode fazer com que se fique petrificado, sem força anímica para ultrapassar os obstáculos, que vão aparecendo ao longo da estrada da vida. 

A desilusão pode ser uma experiência terrível, pois num momento a esperança está para cima e no outro, tudo muda num instante e o mundo parece que vai desabar. Este sentimento é um fenómeno exclusivamente humano, que faz parte da construção da capacidade de suportar e criar instrumentos para enfrentar as ilusões e as desilusões, com que a vida nos presenteia no decorrer do percurso do crescimento e desenvolvimento.

Ao longo da vida, os desapontamentos, as frustrações, as deceções, as desilusões são tantas, que, psicologicamente, se começa a perder a esperança em praticamente tudo, mas também se vai aprendendo muita coisa e vai aumentando o autoconhecimento, principalmente daquilo que pode provocar sofrimento. A desilusão também pode ser libertadora, se não se se ficar acantonado na posição de vítima passiva e se entrar na autoanálise, para se fazer uma autocrítica.

A pior das desilusões é deixar de acreditar que o amanhã vai chegar; é acreditar num passado que só atrapalha o presente que não tem futuro. A desilusão potencia a esperança, na medida em que se descobre que o tempo é tão implacável, que pode roubar as oportunidades, se não formos suficientemente rápidos para agarrá-las imediatamente. Como nunca se sabe se a oportunidade durará um segundo ou um mês, o melhor é agarrá-la antes que seja tarde demais. A vida é feita de oportunidades!

Crónica escrita em 15/09/2018, para ser publicada na “BIRD Magazine”, tendo em atenção as regras do novo acordo ortográfico. 

O Bloco de Esquerda vai nu e mostra os seus atributos naturais

O partido político português a que melhor lhe assenta o epíteto de “esquerda caviar” é o Bloco de Esquerda (BE), que nasceu em finais de fevereiro do século passado através de um “casamento de interesses” de partidos que se alimentavam de um ódio figadal histórico, como eram os marxistas-leninistas-maoístas da União Democrática Popular (UDP), os trotskistas do Partido Socialista Revolucionário (PSR) e os neocomunistas da Política XXI. O único fator comum entre estes partidos revolucionários era o controlo do poder através da instauração da ditadura do proletariado, para a implantação de um estado comunista.

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Ninguém escolhe a depressão

A depressão não é um sinal de fraqueza, nem um estado de espírito que passa; é uma forma de dano cerebral que é transversal a todas as camadas sociais; é uma perturbação do estado do humor que atinge a esfera da capacidade cognitiva, dos interesses, da vontade, dos desejos e da regulação dos instintos. Portugal tem a taxa de depressão mais elevada na Europa e a segunda no mundo afetando mais de 400 mil portugueses.

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Nós e os outros

Somos parte de um todo plural, marcado pela diversidade e pelas infindáveis diferenças existentes entres nós e os outros, desde as diferenças civilizacionais, étnicas, hábitos, crenças e ideias. A intolerância perante o outro, a descriminação e o desrespeito pela individualidade de cada um têm originado guerras regionais e mundiais, mas também muitos conflitos interpessoais.

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Eles comem tudo e não deixam nada!

O argumento utilizado pela governação, para não construir obras importantes e estruturantes nalgumas localidades é que o país está em crise. Tem sido este o argumento esfarrapado do poder central, mas a verdade é que não há vontade política para serem efetuadas essas obras há muito prometidas, só porque não se localizam na capital. Apenas isso!

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